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Procon-SP quer proibir pagamento de delivery na entrega a fim de evitar golpes

Procon-SP quer proibir pagamento de delivery na entrega a fim de evitar golpes

Fernando Capez, diretor do órgão, afirma que reclamações por golpes no primeiro semestre já superam as registradas durante 2020

 

Na última quinta (29), o Procon-SP emitiu nota explicando que estuda proibir que os pagamentos de pedidos feitos em aplicativos de delivery sejam realizados na entrega. Essa medida visa diminuir casos de golpes aplicados na cobrança com uso de máquinas de cartões.

“Diante da explosão de golpes aplicados na entrega por delivery, o Procon-SP estuda medidas para que as empresas proíbam qualquer tipo de cobrança por cartão no ato da entrega”, explica Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. A intenção é que os pagamentos só sejam realizados online, no próprio aplicativo.

O chamado “golpe do delivery” cresceu 186% neste ano, somando 341 reclamações no próprio Procon de São Paulo. Rappi, iFood e Uber Eats são os principais alvos dos registros com uma quantia superior a R$ 1,3 milhão envolvida.

“Quem for vítima e for cobrado em valor incorreto, deve acionar o Procon-SP. Nós iremos apurar a responsabilidade da empresa e acionar a polícia. As empresas de delivery devem responder pelos problemas e ressarcir o consumidor”, aponta Capez.

Tipos de golpes variam para enganar o consumidor

De acordo com Fernando Capez, existem diversos tipos de ações criminosas neste tipo de golpe. Na mais conhecida delas, os entregadores cobram uma suposta taxa de entrega e apresentam uma máquina de cartão com o visor quebrado. Ao pagar pela refeição ou serviço, que muitas vezes já foi pago pelo próprio aplicativo, os criminosos colocam valores indevidos, sem que o cliente perceba, uma vez que o valor no visor está ilegível. O golpista também diz que está sem papel para imprimir o comprovante, ou o consumidor não pede, ou simplesmente não confere.

Outro golpe registrado pelo Procon é o da filmagem do cartão. Nesse caso, durante a entrega, aproveitando um local escuro, o entregador se oferece para iluminar com a lanterna do celular e filma os dados do cartão. Com as informações, o criminoso vai embora e o cliente só percebe que foi enganado quando recebe um aviso de compra ou quando chega a fatura do cartão.

Diretor do Procon-SP oferece dicas de como se prevenir

Fernando Capez explica que, além de preferir fazer o pagamento online, no próprio aplicativo, algumas outras medidas podem ser tomadas para evitar este tipo de problema:

 

– Desconfiar quando o entregador disser que é necessário pagar algum valor extra ou oferecer o celular para iluminar;

– Não digitar senhas ou informações pessoais em máquinas que tenham o visor quebrado ou que não permitam a leitura de dados;

– Não passar informações por telefone;

– No caso de dúvidas, contatar o local onde o pedido foi feito.