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EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PRIVADA

EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PRIVADA

Em seu mais recente ataque à honra alheia, o autodenominado “jornalista” JUCA KFOURI, o qual jamais cursou a faculdade de jornalismo, tendo obtido sua carteira em razão de ser considerado um “prático”, investiu com irresponsabilidade contra todos os estudantes de direito da UNIBAN. Tentando expô-los ao embaraço, destacou, exclusivamente em relação a essa universidade, o índice negativo de aprovação no exame da OAB, distorcendo fatos e negando a completa informação.

Preliminarmente, cabe destacar o sacrifício desses alunos, a maioria trabalhadores que lutam contra condições adversas e chegam estafados à sala de aula, procurando, com sua renúncia pessoal melhorar sua condição de vida.

A universidade pública não oferece vaga a todos os que dela necessitam e o vestibular acaba selecionando apenas aqueles que tiveram melhores condições no ensino básico. A lógica cruel do sistema educacional faz com que os estudantes de melhor condição financeira estudem nos colégios particulares, muito caros, e tenham maior competitividade. São justamente esses, os mais ricos, que têm acesso à universidade pública. Os de carteira menos polpuda são obrigados a freqüentar a escola pública e sofrem com a falta de aula e as deficiências que todos já conhecemos. O resultado é óbvio: não conseguem vencer os alunos da escola particular no vestibular da universidade pública.

Sobram as particulares caras, algumas com mensalidades de até 2 mil reais, totalmente inacessíveis ao estudante de baixa renda…..e aquelas que têm a coragem de abrir suas portas ao estudante carente. Estas, recebem de braços abertos alunos que vêm de uma vida de dificuldade, trabalham o dia inteiro e chegam cansados à sala de aula, alguns desesperançados, outros sem sequer ter se alimentado direito e carregam a responsabilidade de sustentar uma família. A responsabilidade nesse caso é ainda maior, pois cabe à universidade privada proporcionar o necessário para suprir as lacunas de etapas anteriores deixadas pelo sistema educacional básico da escola pública.

Em Direito, o problema se agrava. A estruturação do raciocínio, as regras gramaticais e a técnica redacional são questões que devem ser assimiladas nos primeiros anos de aprendizado e, quando tal não ocorre, é extremamente dificultoso já na fase adulta e na etapa da universidade recuperar o tempo perdido.

Por essa razão, quando se comenta o desempenho dessas pessoas, é necessário julgá-las com equilíbrio e senso humanitário. São vencedoras e têm muito mais mérito do que os aquinhoados pela fortuna.

O “jornalista” que não fez jornalismo e aparenta desconhecer regras básicas como ouvir a outra parte e estabelecer o contraditório, lições que se ensinam no primeiro ano do curso de jornalismo, volta sua postura prepotente contra estudantes que, ao contrário do difamador, não tiveram a oportunidade de pertencer à elite e o conforto que cercaram de mimos Juca Kfouri durante toda a sua vida.

Juca, no mesmo comentário, afirma que fracassei como promotor público (erra até o nome da carreira, que é Promotor de Justiça). A afirmação é de tal ponto surreal, que beira o ridículo e não merece sequer ser respondida. O meu currículo se encontra à disposição de quem quiser consultá-lo no meu site www.fernandocapez.com.br. Disso não me vanglorio. Superei dificuldades e tive talvez algumas oportunidades que a vida me proporcionou. Meu “fracasso”, segundo sua ótica distorcida, levou à minha aprovação tanto no concurso público do Ministério Público, quanto nas urnas.

Juca, apelido do cidadão José Carlos Amaral Kfouri, filho de um respeitadíssimo e saudoso membro do Ministério Público de São Paulo e de uma grande educadora e senhora de enorme respeitabilidade, não trilhou, ao que parece, os ensinamentos éticos e profissionais de seus pais. Seu pai, prematuramente falecido nas mãos de um criminoso covarde, como grande Procurador de Justiça (não Procurador Público), com sua elegância e cultura, certamente desaprovaria a conduta e a forma de jornalismo pela qual seu filho optou.

Para não expor em demasio sua privacidade, cuidado que ele nunca teve com ninguém, não falarei de seus antecedentes na justiça civil e criminal. Aponto apenas duas condenações, uma delas transitada em julgado, em que, em outra oportunidade me ofendeu e levou a rádio CBN e a Revista Carta Capital a terem de suportar o pagamento de indenizações por danos morais (18ª Vara Cível – Processo n. 03.0411.148-3 – Ação Ordinária; 38ª Vara Cível – Processo 03.036.028-5 – Ação Ordinária). A primeira sequer recorreu da condenação.

Trata-se de pessoa que, há muito perdeu a credibilidade e que, durante minha campanha ao cargo de deputado estadual, distorceu fatos para tentar atrapalhar minha eleição. Divulgou com foguetório infantil o pedido de impugnação de minha candidatura, mas, maliciosamente, não informou que venci o processo por 6 votos contra 1 no TSE e comemorou, ingenuamente, quando o resultado das urnas apontou-me com zero votos. Dizia na rádio: “Não deve ser isso, mas com certeza ele teve poucos votos”. Não deu, Juca! Fui eleito com quase cem mil votos. Não sei porque isso chega a ele como má notícia. Nunca entendi porque o sucesso de um significa a dor de outro, mas parece ser essa a equação emocional que domina nosso jornalista prático.

Finalmente, em respeito aos alunos da UNIBAN, desejo informar, o que faltou no ataque de Juca. Basta, para tanto, consultar o site da universidade: www.uniban.br ir ao ícone “graduação/instituto de ciências jurídicas e sociais”, em seguida escolher o curso de direito. As notícias estarão assim:

Vitória: Uniban cresce quase 200% na OAB. Tomando-se em conta os índices oficiais divulgados. No ABC, o índice na primeira fase variou dos exames 123 para 126 de 17,4%, para 26,9%; Nos campus Marte, Rudge e Maria Cândida, de 18,4% para 30,6% e em Osasco, de 10,9% para 34,8%, aumento, neste último caso, de quase 200%. (cf. site supra mencionado).

Nossos alunos são vencedores. Os índices de aprovação, embora oscilantes no início do ano (a prova de janeiro da OAB normalmente tem baixos índices de aprovação, porque as pessoas estão ainda em preparação ou em férias), estão crescendo continuamente. Dentre os ex-alunos da UNIBAN, já um Ministro do atual Governo Federal e diversos deputados, além de procuradores e juizes.

Informo também que ontem mesmo, dia 01 de outubro, o site Consultor Jurídico desmascarou a farsa e rebateu todos os dados da pesquisa em que se fundou Juca em seu ataque. O site Consultor Jurídico, por meio do jornalista, este sim, formado em jornalismo, Maurício Cardoso afirmou: “Há algo incompreensível nos números apresentados pelo Ministério da Educação sobre o desempenho das escolas de Direito. Não se sabe por que razão – mas é possível imaginar – os autores do estudo se empenharam em pinçar dados que contribuíssem para pintar o pior quadro possível da situação e para desmoralizar as escolas. Segundo informou o Ministério da Educação aos jornais Folha e Estadão, a pasta escolheu o exame do primeiro bimestre do ano em São Paulo para uma espécie de equalização com os demais estados – cujos resultados levados em conta teriam sido do primeiro exame de 2007. Não é verdade. No caso do Rio de Janeiro, o MEC usou o segundo exame do ano, quando os resultados não foram os melhores….Até porque a diferença dos resultados entre os exames é gritante e a sensibilidade dos pesquisadores em selecionar os piores é comovente. O Centro Universitário Nove de Julho, por exemplo, teve apenas 7,99% de aprovação no primeiro exame, contra 30,13% no segundo. A Universidade Bandeirantes, unidade de São Paulo, teve 6.02% no primeiro e 23,73% no segundo....Não contente, os calculistas do MEC ainda usaram um pequeno artifício para carregar ainda mais as cores do trágico quadro que pintaram. Em vez de fazerem as contas em cima do número de candidatos que efetivamente fizeram as provas, como a OAB fez, eles usaram o número de inscritos. Com isso, conseguiram rebaixar ainda mais as porcentagens….Segundo a Facamp de Campinas, outras perversidades foram cometidas. Computou-se a presença de “treineiros”, candidatos ainda não diplomados, para engordar a fila dos candidatos e emagrecer a lista de aprovados. Mais: não foram limados os candidatos que fazem dois exames ou mais e são reprovados. Ou seja, em um mesmo ano, duas reprovações são projetadas como dois alunos diferentes, sendo que um só foi avaliado….A assessoria de imprensa do MEC não respondeu aos telefonemas do Consultor Jurídico para esclarecer tantas questões. Enquanto isso não for feito, fica a impressão de que o Ministério da Educação distorceu a realidade para uma campanha de marketing e mostrar algum serviço.

Em seguida, o mesmo site, de confiabilidade indiscutível, coloca o índice de aprovação da UNIBAN no segundo bimestre de 2007: 33,07% no ABC, em SP 23,73% e Osasco 21,58%.

A UNIBAN é uma instituição responsável, que está investindo em qualidade, reconhece as dificuldades de seus alunos e jamais fugirá à sua responsabilidade social, não podendo ficar ao talante de uma pessoa que reincide na delinqüência verbal.

A todos os alunos que lutam, como eu lutei, para conseguir seu espaço a minha solidariedade. Não desanimem diante da infâmia, da inveja e do ódio – jamais deixem de perseguir seus objetivos. Só não vence, aquele que desiste; o que persiste, sempre vence, até mesmo na vaga do que desistiu. O resto é discurso de derrotado.

*Fernando Capez é Procurador de Justiça licenciado e Deputado Estadual.  Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Mestre em Direito pela USP e doutor pela PUC/SP. Professor da Escola Superior do Ministério Público e de Cursos Preparatórios para Carreiras Jurídicas. Autor de várias obras jurídicas. www.fernandocapez.com.br – https://twitter.com/FernandoCapez